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		<title>Viagens, tempo perdido e podcasts</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 11:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[lifestyle]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse semestre eu voltei a assistir aulas em Recife, não no mesmo ritmo que eu assistia no mestrado, pois não se tem muito tempo quando é necessário conciliar as aulas com o trabalho. Uma vez por semana eu saio de João Pessoa em direção a UFPE. A viagem dura mais ou menos uma hora e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse semestre eu voltei a assistir aulas em Recife, não no mesmo ritmo que eu assistia no mestrado, pois não se tem muito tempo quando é necessário conciliar as aulas com o trabalho.</p>
<p>Uma vez por semana eu saio de João Pessoa em direção a UFPE. A viagem dura mais ou menos uma hora e trinta minutos, não é longe, mas a rotina acaba tornando esse período muito entediante. Cadê o teletransporte que ainda não inventaram? Eu ficaria muito feliz :)</p>
<p>As coisas melhoram com música. Em uma hora e meia eu consigo escutar mais de álbum completo. Diversão garantida para quem gosta de música e gosta de escutar coisas novas como eu.</p>
<p>Venci o tédio, mas aí outra coisa começou a martelar na minha cabeça. Eu estava passando mais de 3 horas (1h30m + 1h30m + imprevistos) dentro do carro sem fazer nada. Dirigir é uma perda de tempo. Tem gente meio maluca que considera tudo que não é trabalho perda tempo, isso é ser radical e estúpido, mas para mim, trabalho repetitivo e mecânico (sim, dirigir se encaixa nessa classificação) deve ser evitado. Como um bom cientista da computação eu penso: é chato e é automatizável, então faça a máquina trabalhar por você.</p>
<p>O Driverless car, diferente do teletransporte, é algo mais concreto, mas ele também ainda não é acessível. Dessa forma, eu tinha que preencher meu tempo com alguma coisa.</p>
<p>Eu baixei alguns episódios de podcasts. Eu sempre achei o formato interessante, mas nunca parava para escutar. Eu não consigo ouvir um podcast e trabalhar ao mesmo tempo, então quando eu queria consumir informação eu lia que era mais proveitoso.</p>
<p>Meu fiel companheiro de viagens é o excelente <a href="http://www.castalio.info/" target="_blank">Castálio Podcast</a> do também excelente <a href="http://twitter.com/ogmaciel" target="_blank">Og Maciel</a>. O Og entrevista um monte de gente bacana, bonita e descolada no podcast, inclusive quem está escrevendo aqui <a href="http://www.castalio.info/yuri-malheiros-engenharia-de-software-e-inteligencia-artificial/" target="_blank">já participou de um episódio lá</a>. Eu posso dizer que o podcast só vem melhorando a cada episódio e acho que todo mundo deveria ouvir.</p>
<p>Um outro podcast nacional bem legal é o <a href="http://grokpodcast.com" target="_blank">Grok Podcast</a>. Ele tem um formato de episódios curtos que me agrada bastante.</p>
<p>Podcast gringo eu já tentei ouvir vários, uns eu gostei e eles pararam de atualizar, outros eu não gostei e nem sei se tão atualizando, pois eu apaguei tudo já. Entretanto eu ainda estou ouvindo alguns podcasts internacionais.</p>
<p>Eu gosto do <a href="http://www.70decibels.com/enough/" target="_blank">Enough podcast</a>, do Patrick do site <a href="http://minimalmac.com/" target="_blank">Minimal Mac</a>. O podcast tem mais de 100 episódios e eles fazem upload de novos episódios num ritmo incrível. Toda semana tem pelo menos umas duas coisas novas para ouvir. </p>
<p>Essa semana eu descobri o <a href="http://www.nerdist.com/category/podcast/" target="_blank">podcast do The Nerdist</a>. Eu ri muito com o episódio com o Tim Ferris e também ouvi um com o Mike Shinoda do Linkin Park. O legal desse podcast é que eles tem convidados bem famosos. Eu já baixei episódios que eles entrevistam o Chris Anderson, o Neil Patrick Harris e o JJ Abrams. Pretendo ouvir todos em breve.</p>
<p>Para finalizar, eu queria pedir um favor a vocês. Alguma recomendação de podcast? Eu sou meio novo na área e queria saber o que vocês gostam.</p>
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		<title>Como eu comecei a programar</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 18:45:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[programação]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já ouvi várias histórias de como muitas pessoas começaram a programar. Muita gente na nossa área tem uma curiosidade fora do normal e começa no mundo do desenvolvimento antes mesmo de entrar num curso técnico ou na faculdade. Tem gente que ganhou um computador do pai e aprendeu a programá-lo, outros começaram seguindo tutoriais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já ouvi várias histórias de como muitas pessoas começaram a programar. Muita gente na nossa área tem uma curiosidade fora do normal e começa no mundo do desenvolvimento antes mesmo de entrar num curso técnico ou na faculdade. Tem gente que ganhou um computador do pai e aprendeu a programá-lo, outros começaram seguindo tutoriais na Internet e alguns começaram realmente em escolas/instituições especializadas.</p>
<p>Eu também comecei muito antes de pensar em fazer computação. E conheço várias outras pessoas de idade parecida com a minha (vinte e poucos anos), que tiveram o seu primeiro contato com a programação da mesma forma que eu.</p>
<p>Há muito tempo atrás o mIRC era febre entre os brasileiros. Todos usavam o programa de chat para se comunicar com amigos, com futuros amigos e com desconhecidos que nunca encontraríamos. Até hoje eu acho o formato do IRC muito interessante, pena que ele hoje pareça ser restrito apenas para os geeks.</p>
<p>O mIRC tinha uma coisa muito legal que nem todo mundo sabia mexer, apenas os <del datetime="2012-04-26T18:33:50+00:00">nerds</del>hackers iam fundo o bastante no programa para saber que era possível modificar o mIRC completamente. A coisa era tão poderosa que as versões modificadas do mIRC (os scripts) eram mais populares que o programa original.</p>
<p>Outra coisa muito legal no mIRC era que o código dos scripts estavam acessíveis. Eles eram opensource por natureza. Então, além de poder usar e criar, eu poderia modificar os scripts existentes. Infelizmente era comum os programadores criarem código ilegível para que as pessoas não copiassem, mas mesmo assim estava lá, era só quebrar um pouco mais a cabeça que o código começava a fazer sentido.</p>
<p>E foi modificando scripts que eu comecei a tomar gosto pela programação. Se eu não gostava de algo eu ia no código e modificava. Se eu queria algo novo eu adicionava ou se eu queria tirar algo também era possível remover. Eu tinha os poderes de modificar a ferramenta que eu usava nas minhas mãos, isso era sensacional!</p>
<p>Naturalmente o próximo passo depois de aprender a mexer no código dos outros é criar o seu próprio. É interessante notar hoje que já naquele tempo eu gostava de uma interface mais limpa, os scripts que eu usava e criava não tinham muito a ver com os mais populares e espalhafatosos que as pessoas usavam. Alguns eram perturbadoramente poluídos.</p>
<p>Eu aprendi um bocado fazendo scripts. Aprendi a usar condicionais, loops, variáveis, a mexer com eventos, entre outras coisas. Eu até hoje lembro quando introduziram o comando while, antes os loops eram feitos no melhor estilo gambiarra com goto, aquele avançado comando while não entrava na minha cabeça. Parece simples o que tínhamos quando comparado com o que eu mexo hoje, mas era realmente empolgante aprender para resolver um problema que eu tinha. Eu não estava aprendendo por que alguém mandava, eu estava aprendendo para que eu conseguisse detectar se uma pessoa falou um palavrão e kická-la do canal.</p>
<p>Nós deveríamos incentivar mais o espírito hacker nas pessoas. Criar tecnologias para que elas criem suas próprias soluções. Ok, tem gente que quer apenas apertar um botão e resolver todos os problemas, mas sempre teremos pessoas com uma curiosidade fora do normal que desejam saber o que tem por trás do botão que faz tudo sozinho e essas pessoas deveriam ser incentivadas e deveriam ter meios para mudar o que existe por trás do botão.</p>
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		<title>Esquecimento na Rede</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 13:56:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;The Internet&#8217;s not written in pencil, Mark, it&#8217;s written in ink&#8221; (The Social Network) A fala da (fictícia?) namorada do Mark Zuckerberg no filme The Social Network é extremamente inteligente e nos faz refletir sobre o funcionamento da Rede. A Internet nunca esquece? O povo tem memória curta. Acho que todo mundo já ouviu essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;The Internet&#8217;s not written in pencil, Mark, it&#8217;s written in ink&#8221; (The Social Network)</p>
<p>A fala da (fictícia?) namorada do Mark Zuckerberg no filme The Social Network é extremamente inteligente e nos faz refletir sobre o funcionamento da Rede. A Internet nunca esquece?</p>
<p>O povo tem memória curta. Acho que todo mundo já ouviu essa frase na vida. Eu mesmo sei que minha memória não é das melhores e esse é um dos motivos por eu achar ótimo o fato do computador ser uma excelente máquina de armazenamento de informação. Podemos deixar uma atividade que falhamos com frequência nas mãos da tecnologia que faz isso bem melhor que a gente.</p>
<p>Entretanto esquecer as vezes é bom. Lembrar todos os pequenos detalhes a todo momento talvez nos levasse a um estado não muito são.</p>
<p>É difícil fazer a Rede esquecer. Mesmo quando se tenta apagar todos os rastros alguém já fez uma cópia e publicou em outro lugar. É impressionante o poder de replicação da Internet. Tirou uma página do ar? O gigante das buscas tem uma cópia prontinha para todo mundo acessar através do seu cache. A informação se multiplica tão rapidamente que é quase impossível apagá-la.</p>
<p>Algumas tentativas de desaparecer da Rede ficaram conhecidas como infosuicídio. Isso acontece quando alguém tenta apagar todos os seus rastros na Rede. Um caso bastante conhecido é o do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Why_the_lucky_stiff" target="_blank">&#8220;_why&#8221;</a>, um desenvolvedor com diversas contribuições para comunidade Ruby, além de ser cartunista, músico e escritor. Ele sumiu do mundo digital, assim como o seu trabalho.</p>
<p>O sumiço foi completo? Claro que não. Existem diversos sites espalhados na Rede com cópias do legado deixado pelo _why. Ninguém morre na Rede.</p>
<p>Um caso mais recente no mundo da tecnologia aconteceu com o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mark_Pilgrim_(software_developer)" target="_blank">Mark Pilgrim</a>. Ele também sumiu junto com suas contribuições, mas a Rede novamente não o deixou morrer por completo.</p>
<p>A Internet é escrita dia a dia com tinta, não tem como apagar totalmente.</p>
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		<title>Blogs e livros</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 11:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[lifestyle]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu gosto de ler artigos na Internet. Já gostei mais, confesso, mas ainda consigo achar coisas interessantes compartilhadas por pessoas interessantes. Eu adorava abrir o Google Reader e carregar meu cérebro com informações novas e sacadas geniais de uma série de pessoas que publicavam suas ideias na rede, entretanto de uns tempos para cá eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto de ler artigos na Internet. Já gostei mais, confesso, mas ainda consigo achar coisas interessantes compartilhadas por pessoas interessantes. Eu adorava abrir o Google Reader e carregar meu cérebro com informações novas e sacadas geniais de uma série de pessoas que publicavam suas ideias na rede, entretanto de uns tempos para cá eu tenho perdido um pouco o interesse.</p>
<p>O que acontece é que alguns blogs muito bons depois de um certo tempo se tornam repetitivos e seus novos posts nada acrescentam. Uma hora o assunto se esgota.</p>
<p>Eu também sempre gostei de livros. E sempre achei que lia muito menos do que eu gostaria de ler. Por mais que eu me controlasse a pilha de livros crescia mais do que diminuía. Aposto que grande parte das pessoas que acabaram de ler isso se identificaram com minha situação.</p>
<p>Para falar a verdade eu cansei também de alguns posts rasteiros que acabavam apenas tomando o meu tempo e dizendo muito pouco. Nesse caso os livros são uma alternativa interessante.</p>
<p>Um blog que eu ainda gosto, mas que mesmo assim as vezes cruza uma linha tênue e faz uns posts meio bobos com cheiro de auto ajuda, é o blog do <a href="http://inoveryourhead.net/" target="_blank">Julien Smith</a>. O cara escreve bem e tem ideias inteligentes. Seu último post me surpreendeu bastante. O Julien fez um resumo em 140 caracteres para cada um dos 200 (DUZENTOS!) livros que ele leu nos últimos 5 anos. Isso é quase 1 livro por semana durante 5 anos. Além de eu acabar me interessando por alguns livros resumidos, a disciplina fora do comum do Julien Smith me chamou muita atenção. Um livro a cada semana durante cinco anos.</p>
<p>Os livros são muito mais interessantes que o Google Reader. Sempre foram, mas me faltava um impulso para dar prioridade a eles. Depois do meu abuso em relação ao Reader em pouco mais de 2 meses eu já consegui ler 5 livros (pff, o Julien me humilha).</p>
<p>Morte aos blogs? Não mesmo. O que acontece é que tem blog que parece um livro infinito com novos posts batendo numa mesma tecla a cada semana. No começo é interessante, mas depois você enche o saco. Então se o blog nunca acaba, cabe a você dar um fim quando achar que aquela leitura não acrescenta mais nada. É só clicar em &#8220;unsubscribe&#8221;.</p>
<p>Muitas vezes eu me perguntei se o estilo meio caótico das postagens do yLog era ruim. As vezes eu falo de coisas bem desconexas num período de tempo curto. Mas agora eu não vejo isso como algo ruim, pois eu não fico repetindo um mesmo assunto infinitamente e eu sempre tento escrever sobre alguma coisa nova que esteja na minha cabeça. Se isso é interessante ou não vai depender de quem estiver lendo. Pode ser que essa estratégia fira guias de como fazer um blog de sucesso, só que eu não me importo muito.</p>
<p>Uma das coisas mais legais de escrever publicamente é quando alguém que você admira conversa com você e diz que gostou do blog todo ou de uma postagem específica. Felizmente isso já aconteceu comigo.</p>
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		<title>2012</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 11:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um que pensa que o ano só começa depois do carnaval! Err&#8230; não. De fato esse é o meu primeiro post do ano e de certa forma eu realmente estou sentindo que meu ano de 2012 está prestes a começar. Entretanto isso não teve nada a ver com tomar praticamente os dois meses iniciais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um que pensa que o ano só começa depois do carnaval! Err&#8230; não. De fato esse é o meu primeiro post do ano e de certa forma eu realmente estou sentindo que meu ano de 2012 está prestes a começar. Entretanto isso não teve nada a ver com tomar praticamente os dois meses iniciais do ano como férias, na verdade meu ano de 2011 demorou bastante para terminar. Não tenho nada contra as férias, é muito bom recarregar as baterias e voltar a 200km/h ao trabalho com a cabeça renovada, e acho que as pessoas deveriam se sentir menos culpadas por estar descansando em certos momentos.</p>
<p>2012 começa com novidades boas, se o mundo resolver acabar esse ano eu não ficarei nada feliz :) A primeira é que ainda esse mês começam minhas aulas no doutorado. Sim, eu resolvi emendar os estudos após defender minha dissertação de mestrado. Uma decisão contestada por alguns e apoiada por outros, mas o que importa é que eu sinto que estou fazendo o correto.</p>
<p>O breve hiato nas postagens do blog tiveram diversos motivos, o principal é que não podemos fazer tudo que queremos ao mesmo tempo, então de vez em quando precisamos abrir mão de umas coisas para priorizar outras. Foi mais ou menos isso que eu fiz e valeu a pena.</p>
<p>Então vocês podem continuar esperando posts como os de sempre (espero que melhores). Feliz 2012.</p>
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		<title>Rastro digital</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 13:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu vi pela primeira vez a timeline do Facebook eu me senti estranho. Rolar o site até o fim e ver &#8220;Nasceu em 29 de Outubro&#8221; foi uma surpresa que fez minha mente disparar vários alguns pensamentos que inspiraram a escrita desse post. Nós compartilhamos todos os dias voluntariamente aspectos da nossas vidas. Seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu vi pela primeira vez a timeline do Facebook eu me senti estranho. Rolar o site até o fim e ver &#8220;Nasceu em 29 de Outubro&#8221; foi uma surpresa que fez minha mente disparar vários alguns pensamentos que inspiraram a escrita desse post.</p>
<p>Nós compartilhamos todos os dias voluntariamente aspectos da nossas vidas. Seja apenas uma mensagem de 140 caracteres, ou um checkin dizendo onde você está, com quem você está e o que você está fazendo naquele exato momento.</p>
<p>Tudo está gravado. Os nossos compartilhamentos são rastros digitais. Rastros difíceis de apagar.</p>
<p>O fenômeno das redes sociais é recente, não compreendemos ele por completo. Até hoje ninguém descobriu uma forma de organizar os diversos tipos de amigos que temos numa rede social. Circles? Listas? Para mim ainda não acertaram. Nós também não sabemos até onde as redes sociais podem nos levar.</p>
<p>Vamos pensar numa pessoa que nasceu recentemente. A vida dela está sendo compartilhada desde o nascimento. Talvez até antes com fotos da mãe grávida. Se as coisas continuarem como estão, a criança terá toda sua vida gravada na rede. Momentos da infância, adolescência, da vida adulta e do envelhecimento. Tudo compartilhado.</p>
<p>Quem sabe no futuro, daqui há uns 100 anos ou menos, seja possível visualizar toda a vida de milhões ou bilhões de seres humanos através do seus compartilhamentos. Um log da vida de cada um criado ao longo dos anos que passaram.</p>
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		<title>Perguntas, pesquisas e o Siri</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 11:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando temos alguma dúvida, nós perguntamos a quem sabe, assim conseguimos a resposta desejada, é um comportamento óbvio. O Google sabe muita coisa e nós temos plena consciência disso, por isso usamos com frequência o serviço de pesquisas mais popular da rede quando queremos saber alguma coisa. Ele está sempre acessível, responde rapidamente e parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando temos alguma dúvida, nós perguntamos a quem sabe, assim conseguimos a resposta desejada, é um comportamento óbvio. O Google sabe muita coisa e nós temos plena consciência disso, por isso usamos com frequência o serviço de pesquisas mais popular da rede quando queremos saber alguma coisa. Ele está sempre acessível, responde rapidamente e parece ser uma fonte inesgotável de caminhos para os mais diversos assuntos.</p>
<p>Usamos o Google para procurar respostas. Essa semana eu precisei desabilitar o CSS de uma página para mostrar para meus alunos, mas eu não sabia fazer isso no Chrome, então eu fui perguntar para o buscador. Eu digitei no campo de pesquisa: &#8220;desabilitar css chrome&#8221; (sem as aspas) e descobri que uma extensão solucionaria meu problema facilmente. Os casos de procura por respostas são inúmeros, eu poderia pesquisar por hotéis numa cidade, por um aplicativo para gravar cds, por uma receita de salada ou como trocar o pneu de um carro. Nós queremos respostas.</p>
<p>Entretanto os mecanismos de busca atuais se baseiam em pesquisa por palavras-chave, por mais que uma pesquisa por &#8220;como eu troco o pneu de um carro?&#8221; possa retornar o que você deseja, não necessariamente o buscador estará entendendo seu texto como uma pergunta. O problema é que pesquisar por palavras-chave não é natural para todo mundo, novos usuários sentem dificuldade, por outro lado todo mundo sabe fazer perguntas desde criança. Então por que não simplesmente perguntar?</p>
<p>Isto nos leva a outros serviços existentes na rede, os serviços que se baseiam em perguntas e respostas. O mais badalado atualmente é o <a href="http://www.quora.com/" target="_blank">Quora</a>, que simplificadamente é um serviço onde as pessoas perguntam o que querem saber e podem responder o que sabem. O <a href="www.wolframalpha.com" target="_blank">Wolfram Alpha</a> também pode ser considerado um serviço desse tipo, entre outras coisas ele consegue responder perguntas do tipo &#8220;How much Calcium in skim milk?&#8221; ou &#8220;What is the temperature in Boston?&#8221;. É muito mais simples entender o que o Wolfram Alpha vai responder quando eu pergunto algum dos exemplos anteriores do que entender os possíveis resultados de um buscador.</p>
<p>Com o lançamento do iPhone 4S vimos pela primeira vez o Siri integrado totalmente ao aparelho da Apple. Desde a primeira vez que eu ouvi falar do Siri eu fiquei empolgado com suas possibilidades, mas após a apresentação do Tim Cook eu vi que ele tinha um potencial ainda maior.</p>
<p>Uma das grandes sacadas do Siri é ser uma interface natural com o iPhone, você simplesmente fala e ele obedece, por exemplo você pergunta &#8220;What&#8217;s on my calendar for Friday?&#8221; e ele te mostra os compromissos da próxima sexta-feira. O Siri pode ser uma ferramenta fantástica para responder perguntas. Esse poder e a interface natural para todos os humanos de simplesmente perguntar falando pode tornar o assistente pessoal numa ferramenta de busca de conhecimento bastante interessante.</p>
<p>Se o Google sabe tudo, o Quora sabe um montão também. Imaginem o Siri acessando as respostas do Quora. Sim, o assistente pessoal possuiria parte do conhecimento de cada um dos mais de 1 milhão de usuários do Quora. E a integração não precisa se limitar só a uma serviço, de fato ela não se limita, pois já temos integração com Yelp, Wolfram Alpha, entre outros. Muito conhecimento ainda pode ser embutido no assistente pessoal da Apple.</p>
<p>O Siri pode transformar sua detecção de voz, sua inteligência artificial e a integração de vários serviços num buscador de conteúdo através de perguntas ainda mais poderoso. Sabemos que o Jobs sempre gostou de tornar as coisas fáceis, talvez num futuro a gente perceba que a Apple começou com o iPhone 4S a tornar o acesso a informação estupidamente simples, você pergunta e o Siri responde.</p>
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		<title>Stay hungry, stay foolish</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 00:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma lição que aprendi com Steve e levarei durante toda a vida. Descanse em paz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Steve Jobs" src="http://29.media.tumblr.com/tumblr_lsma0kFpQA1qzjb7co1_r1_500.png" alt="" width="500" height="456" /></p>
<p>Uma lição que aprendi com Steve e levarei durante toda a vida. Descanse em paz.</p>
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		<title>Programação para não-programadores</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 13:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Programar é para poucos. Se mexer em computadores ainda é estranho para alguns, programar nem se fala. Programar nos fornece a possibilidade de customizar as coisas como quisermos. Se algo não funciona bem é possível escrever um software para fazer este algo direito, mas poucos sabem fazer esse software. Usuários comuns serão sempre reféns de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Programar é para poucos. Se mexer em computadores ainda é estranho para alguns, programar nem se fala.</p>
<p>Programar nos fornece a possibilidade de customizar as coisas como quisermos. Se algo não funciona bem é possível escrever um software para fazer este algo direito, mas poucos sabem fazer esse software.</p>
<p>Usuários comuns serão sempre reféns de quem produz tecnologia? Em parte, pois até nós que respiramos bits também somos.</p>
<p>Entretanto, é possível dar liberdade as pessoas sem precisar ensiná-las algoritmos complexos. Um serviço que eu achei sensacional foi o <a href="http://ifttt.com" target="_blank">IFTTT</a>, com ele podemos manipular dados de vários serviços na web e executar algumas ações.</p>
<p>Os criadores do IFTTT trouxeram uma forma bem conhecida pelos programadores para os usuários comuns. O serviço funciona num esquema if-then, se algo acontece, então execute uma ação. Com poucos passos eu consegui programar<br />
uma tarefa que envia para o Twitter todo item compartilhado no Reader.</p>
<p>O serviço e extremamente útil e cheio de possibilidades, mas o melhor dele é trazer a possibilidade de customização para quem não entende uma linha de código.</p>
<p>Vocês conhecem mais exemplos de serviços programáveis como o IFTTT? Compartilhem.</p>
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		<title>Workaholism</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 13:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A sociedade incentiva o workaholism, o ato de trabalhar duro, horas e horas sem parar é visto com bons olhos. Nada como ser uma pessoa responsável e trabalhadora. Entretanto existe um problema na expressão &#8220;trabalhar duro&#8221;, na minha opinião ela é muito mal interpretada. Trabalhar 12 horas todos os dias é real? Permanecer 12 horas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade incentiva o workaholism, o ato de trabalhar duro, horas e horas sem parar é visto com bons olhos. Nada como ser uma pessoa responsável e trabalhadora.</p>
<p>Entretanto existe um problema na expressão &#8220;trabalhar duro&#8221;, na minha opinião ela é muito mal interpretada. Trabalhar 12 horas todos os dias é real? Permanecer 12 horas sentado na frente de um computador não significa fazer algo relevante para o objetivo que você deseja conquistar durante 12 horas. Não se engane, ser uma pessoa ocupada não é o mesmo que ser uma pessoa produtiva.</p>
<p>Essa expansão do número de horas trabalhadas acaba matando algumas coisas importantes para grande parte dos profissionais, uma delas é a criatividade. Uma etapa importante para se ter boas idéias é se desligar e deixar a mente trabalhar por conta própria. Se você toma praticamente todo o seu dia com &#8220;trabalho&#8221;, sua mente não tem um descanso necessário para ser criativa. Eu não vou nem falar sobre outras coisas que você pode está perdendo.</p>
<p>Sabe quando você tira férias e volta super empolgado e cheio de idéias? Você acaba voltando muito mais animado e produtivo. Um descanso faz bem.</p>
<p>Quem critica o workaholism acaba soando como alguém preguiçoso. Isso acontece novamente por achar que se trabalha sempre 12 horas completas. É a <a href="http://yurimalheiros.com/2010/11/lei-de-parkinson/" target="_blank">lei de Parkinson</a>, se você define que tem 12 horas por dia para fazer alguma, o seu trabalho vai se estender por 12 horas, mas se você definisse a metade, você também entregaria algo pronto, provavelmente diferente, mas entregaria.</p>
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